Bolos Artísticos ou cenográficos feito para você.

Os Bolos Artísticos ou cenográficos dos seus sonhos pode ser idealizado junto com você, e com diversas técnicas, produzimos os bolo artísticos de acordo com o tema ou decoração da sua festa. De fitas de cetim, rendas, a cristais swarovski, podem fazer parte da produção do seu bolo cenográfico. Sempre temos bolos cenográficos em nosso show-room para segundo aluguel, com custos atrativos.

Consulte-nos através do email: atendimento@lapassionedoces.com.br

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Bolos Artísticos
Conheça um pouco a origem dos Bolos Artísticos e comuns.

Os doces e biscoitos sempre pertenceram ao cotidiano, mas o bolo sempre no tira da rotina, pelo simples fato dele nos remeter à festas, cerimônias, beleza, recepções e confraternizações. Mas  origem dos bolos se confunde com a dos pães, assim como a pizza. Alguns historiadores acreditam que em 700 a.c. os egípcios já confeccionavam e vendiam pães e biscoitos adocicados, foi nessa mistura adocicada que nasceu o bolo com mel, bem como os gregos da Ilha de Rodes. Existe um painel com registro de vários tipos de pães e bolos datados por volta de 1175 a.c, ilustrando a confeitaria da corte do faraó Ramsés III. No início, todos os doces produzidos em assadeiras eram considerados bolos, e estes tinham que ser redondos, pois, como seu próprio nome diz, bolo vem de bola, desde os tempos do império romanos.

O romanos dominava muito bema técnica de fermentação e foram eles que desenvolveram várias receitas de bolos, inclusive com a adição de frutas secas e até mesmo queijo, o que seria uma versão rudimentar do Cheesecake. Mas naquela época já era tradição servir bolos em casamentos, porém o doce não era para ser consumido, mas os convidados o amassavam por cima da cabeça da noiva, tal como se faz hoje com arroz na saída da igreja. Desejava-se que os deuses trouxessem prosperidade, sorte e fertilidade. Ainda bem que não vivi nessa época.

Foi durante o reinado de Elizabeth I (Inglaterra) que os bolos decorados apareceram pela primeira vez. Basicamente se usava pasta de amêndoas moldada em vários formatos e os ingredientes ficavam cada vez mais sofisticados e exóticos, já que o Império britânico fornecia produtos de todo o mundo. Era bem comum fazer pequenos bolinhos doces, cobertos de marzipã (pasta de amêndoas) e decorados. Alguns eram amassado e jogados na noiva, outros consumidos pelos convidados. Os que sobravam eram arrumados em uma pilha, e os noivos deveria se beijar sobre o monte de bolinhos, com o objetivo de serem abençoados com muitos filhos. Não demorou muito tempo para que esta pilha de bolinhos fosse substituída por um grande bolo.

Entre as primeiras receitas que se tem registro, a que mais se aproxima dos bolos de hoje é uma receita italiana, de amêndoas, servida em Nápoles, em 1478. Vale ressaltar que a Itália é considerada como a precursora na arte de bolos decorados. O inicio de toda essa história começou quando Catarina de Médici se casou com o rei Henrique II, na França e como dote levou os seus confeiteiros, onde o seu bolo de casamento foi o primeiro a ser confeccionado em andares. Essa técnica acabou sendo difundida pele França e em 1660, quando o rei Charles II retornou de seu exílio, para reclamar o trono inglês, levou consigo sequilhos feitos por habilidosos confeiteiros franceses e a partir daí os bolos ricamente decorados passaram a ser um hábito e também um símbolo de status e poder econômico.

Dizem que o escultor Giovanni Lorenzo Bernini teria usado açúcar para algumas obras especialmente encomendadas e há um curioso registro sobre a festa de casamento do Duque Guilermo da Baviera e a senhorita Renata de Lorena, em Munique, no qual o bolo tinha três metros de altura, e durante a festa, o Arqueduque Ferdinando da Áustria teria saído de dentro do bolo, para homenagear os noivos com uma canção (citado em WEIGL, Christoph. “História das Artes Manuais”, Reisensburg, 1698). Durante o reinado da rainha Vitória, na Inglaterra, também se faziam bolos enormes, chegando a pesar mais de 100 quilos.

Nesta época os bolos faziam parte da vida dos nobres pois os ingredientes eram escassos e muito caros.  Além disso, uma simples receita de bolo exigia o trabalho de vários empregados: O açúcar tinha a forma de um grande torrão, que devia ser cortado, sovado e peneirado. A manteiga, em geral rançosa, devia ser lavada com água de rosas. As frutas secas, picadas, sem falar nos ovos, usados em quantidades enormes e batidos à mão. O fermento, levedura de cerveja, devia ser cultivado, e reativado, tudo de forma natural. Tudo isso para fazer a massa e ainda tinha que ter alguém controlando o fogão à lenha, que eram totalmente diferentes dos atuais.

Por todo este período, as receitas se desenvolveram de forma esparsa, dentro das cortes, conventos e cozinhas reais. A primeira receita de pasta americana (ou “sugar paste”) que se tem noticia está em uma obra chamada “Delights for Ladies”, de 1609. Leva açúcar, amido e goma tragacanth. Em 1769, Mrs. Raffald publicou um livro, “The Experienced English Housekeeper”, contendo uma receita de bolo, outra de marzipã, e de glacê real.

A grande estrela da confeitaria no  século XIX foi Antoine Carême. Cozinheiro preferido de todos os reis da Europa, ornamentava seus banquetes com monumentais peças de açúcar. Utilizando-se de uma espécie de pastilhagem. Inspirado na Arquitetura, Carême construía sobremesas e bolos estruturados e registrou suas obras, com desenhos de próprio punho, nas obras “Le Pâtissier royal parisien”, Paris – 1815, e “Le Pâtissier pittoresque”, Paris – 1842.

Por toda a Europa surgiam receitas exclusivas de bolos famosas até hoje, como a Torta Vienense e o Bolo Sacher. Em 1894, Ernest Schulbe mostrou os seus trabalhos na Exposição de Londres e em seu livro “Advanced Piping and Modelling” deixou o registro de receitas e também dos utensílios usados à época. Muitas peças eram feitas de ossos e existiam pinças marcadoras tal como as de hoje, e também eram feitas flores de açúcar. Basicamente, usava-se uma mistura de marzipã e massa elástica (“gum paste”). Na Inglaterra cada vez mais desenvolveu-se a técnica de usar o Glacê real para revestir o bolo. Dizem que vem daí o costume de os noivos cortarem juntos a primeira fatia de bolo: O noivo precisava “ajudar” a noiva a rachar a cobertura rígida de açúcar.

No começo do século XX, os bolos decorados eram mais acessíveis e começaram a fazer parte dos hábitos da sociedade como um todo. Foi na Inglaterra e Estados Unidos que surgiu a tradição dos bolos de casamento de três andares que representavam as três alianças: noivado, casamento e a eternidade. Atualmente a técnica está difundida praticamente no mundo todo, adaptando-se aos gostos e a cultura de cada país, surgindo inúmeras e maravilhosas possibilidades.

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